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7/2/2010

O salto da energia eólica

Editorial

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A energia dos ventos apresentou um significativo crescimento no país na comparação de 2009 com o ano anterior. O incremento foi de 77,7%, passando de uma capacidade instalada de 341 MW de 2008 para 606 megawatts (MW).

Isso representou mais que o dobro da média mundial, de 31%, conforme informou, na quarta-feira, o Conselho Global de Energia Eólica (GWEC, na sigla em inglês). Na conformação desse número, estiveram o desempenho dos Estados Unidos (39%), da Índia (13%), Europa (16%) e China (107%), entre outros.

Não obstante o aumento na produção, o Brasil cresceu menos do que a média da América Latina, que foi de 95%. Isso ocorreu porque houve grandes investimentos que levaram a expansões expressivas em outros países. Entre eles, estão México (137%), Chile (740%), Costa Rica (67%) e Nicarágua (partiu de zero para 40 MW).

Nesta região da América, a capacidade passou de 653 MW para 1,27 gigawatt (GW ou 1.270 MW). Já a capacidade do mundo cresceu de 37,5 GW para 157,9 GW. Na totalidade, os Estados Unidos têm uma capacidade de 35 GW, a China, de 25 GW, a Índia, de 11 GW e a Europa, de 76 GW.

Hoje, o Brasil é responsável por cerca da metade da produção de fonte eólica gerada na América Latina. Entretanto, seu montante é mais modesto se comparado com o resto do mundo, produzindo apenas 0,38% do total.

Segundo Pedro Perrelli, diretor executivo da Associação Brasileira de Energia Eólica (ABEEólica), o fato de água ser um bem cada vez mais escasso pode abrir um espaço para que a energia produzida pelos cata-ventos possa vir a ser uma alternativa viável. Para isso, foi importante a realização do leilão no final de 2009. Nele, foram comercializados 1.805 MW, a serem entregues até 2012.

O custo de produção inicial da energia eólica é mais alto. Contudo, os investimentos, em prazos mais longos, deverão ser compensados, tanto financeira quanto ambientalmente.

Diante da constante iminência de um apagão energético, é saudável o país diversificar sua matriz, incluindo outras fontes. Também o desenvolvimento da energia fotovoltaica, provinda do Sol, deve ser incentivada.

São fontes renováveis, que podem muito bem alavancar o desenvolvimento sem abrir mão da preservação do meio ambiente, patrimônio comum de todas as gerações.

 

Por Correio do Povo / RS - Editorial

 

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