Fale Conosco pelo MSN ou Skype

 Porto Alegre, 10 de setembro de 2010

Email
HOME
Capacitação
Consultoria
PESQUISAS
NOTÍCIAS
Editorial
Destaques
Artigos / Entrevistas
Logística
Multimodalidade
Empresas
Comércio Exterior
Economia
Mercosul / Cone Sul
Tecnologia
Política
Legislação
Eventos e Cursos
ASSINE GRÁTIS
TODAS EDIÇÕES
INTELOG WIDGET
INTELOG TICKER
RSS
Entre em Contato
Tornar página inicial
Adicionar aos favoritos
Mapa do Portal
Recomendar
Imprimir esta página
Translate This Page

  Tempo



 

  Ferramentas

Calcule o tempo e as rotas para sua viagem
Veja a hora em tempo real no mundo todo - TimeTicker.com
Leia jornais de todo o planeta - Newseum.org

Clique para ampliar

8/2/2010

Papéis trocados

Editorial

Translate to English Traducir al Español Übersetzung der Deutschen 意大利語翻譯 Traduit en Français Traduci in Italiano

Nota

10

1 votos

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, propôs ao empresariado um pacto pela estabilidade, para blindar a economia contra os perigos de um ano de eleições.

É preciso, segundo afirmou, manter a economia em funcionamento normal, sem cair em provocações ou ameaças de risco.

Não disse de onde poderão vir as ameaças, mas tratou logo de afirmar o compromisso do governo com a estabilidade fiscal e monetária. Então, se o perigo não está no governo, deve estar na oposição, nos mercados especulativos ou em ambos.

Mas a especulação só causa danos importantes quando se estende por algum tempo. Isso ocorre apenas quando a inquietação no mercado tem alguma base em fatos. Isso ocorreu em 2002, quando a candidatura do petista Luiz Inácio Lula da Silva começou a deslanchar.

O PT havia apoiado uma consulta popular sobre a dívida pública e vários petistas de alto escalão haviam afirmado ou insinuado, mais de uma vez, a conveniência de um calote oficial.

Além disso, o partido havia combatido o Plano Real e todas as medidas mais sérias a favor da estabilização dos preços e da boa administração das contas públicas.

Houve quem atribuísse aos governistas da época uma ação terrorista contra o candidato da oposição. Mas os petistas haviam feito o suficiente para justificar as preocupações. E agora, de onde podem vir as ameaças?

À primeira vista, as posições se inverteram. O presidente Lula e seus principais auxiliares tentam, pelo menos, construir essa imagem, apresentando o governo como fiador da estabilidade e tentando colar o rótulo da seriedade na candidata lançada pelo Palácio do Planalto.

A oposição contribui generosamente para dar credibilidade a essa mensagem. O presidente nacional do PSDB, senador Sérgio Guerra, prestou notável serviço ao governo ao prometer, numa entrevista, novas políticas de juros e de câmbio, no caso da eleição de um tucano.

É uma situação quase cômica. Os líderes do empresariado vivem reclamando, em público, dos juros altos e do real valorizado. Mas, na realidade, sabem apreciar a estabilidade e a previsibilidade garantidas pela política do Banco Central (BC).

Além do mais, o presidente Lula agiu sempre como se o BC fosse autônomo, embora sem impedir que seu ministro da Fazenda faça as declarações e insinuações que costuma fazer contra a política monetária. Por que o presidente agiu dessa forma até agora? Certamente não foi por tolice, fraqueza ou ingenuidade política e os empresários sabem disso.

Talvez não seja fácil apresentar a candidata do Planalto como igualmente comprometida com a atual política de controle da inflação. Mas o presidente Lula com certeza tentará cuidar desse detalhe.

Se tudo continuar nesse passo, caberá ao candidato da oposição, seja quem for, o custo de convencer o público de seu compromisso com a seriedade. Será a perfeita inversão do quadro de 2002.

Naquele ano, o candidato Lula teve de apresentar uma Carta ao Povo Brasileiro para tentar eliminar os temores de uma política irresponsável e de um retrocesso aos tempos da instabilidade.

Mas ainda há uma diferença relevante. O presidente Lula tem dado espaço ao BC para executar sua política anti-inflacionária, mas não tem agido com o mesmo cuidado quando se trata da gestão das contas públicas.

O ministro da Fazenda pode afirmar quanto quiser o compromisso com a estabilidade fiscal, mas não pode negar com a mesma facilidade o inchaço da folha de salários do setor público, a expansão perigosa dos gastos improdutivos, a distribuição de bondades eleitorais e a ineficiência na execução dos investimentos custeados pelo Tesouro.

Com mais competência do que a oposição, o presidente da Confederação Nacional da Indústria, Armando Monteiro Neto, devolveu a bola jogada pelo ministro Mantega. Elogiou a proposta do pacto de estabilidade e logo emendou:

A economia brasileira não pode ser contaminada por tentações próprias de ano eleitoral, como expansão imoderada de gastos e iniciativas demagógicas na área trabalhista (...).

É fundamental que não se agravem ainda mais os custos de manutenção da máquina pública. O País atravessou a crise sem maiores danos, mas falta superar importantes problemas, como os custos sistêmicos, observou.

Um discurso como esse deveria servir de inspiração para o candidato da oposição.

Fonte: Editorial jornal O Estado de S. Paulo.

 

Por O Estado de São Paulo - SP - Editorial

 

Qual a sua avaliação?

0 Comentários - Faça o seu comentário

Voltar

Recomendar   Imprimir

Pesquisa de Mercado

Clique para ampliar

Leia Também

O Brasil e o futuro

AVANÇOS E DESAFIOS

A frota e as cidades

O otimismo do Copom

Portos congestionados

Governo de SP anuncia duas novas fábricas de veículos no estado

SENAT e DETRAN/RS lançam curso para qualificar instrutores de motofretistas e mototaxistas

Concer inicia construção de passarelas em Petrópolis Caxias também terá novas travessias

Nove atletas do Jacareí/CCR NovaDutra de Tênis de Mesa disputam medalhas no Campeonato Paulista

Rodovia dos Bandeirantes ganha asfalto ecológico

Mais...

 

Este site possui suporte ao formato RSS



Notícias em Tempo Real

   

Google
Pesquisa personalizada

Conheça o blog da Intelog

Desenvolvimento

 Powered by CIS Manager - Desenvolvido por Construtiva

Intelog - Inteligência em Gestão Logística