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17/07/2005

Mulheres na logística: menos preconceito

Destaques

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Elas ocupam lugar de destaque num setor antes “dominado” pelos homens.
Mas, nem sempre recebem salários iguais.

Presentes, com todo o direito, em todas as áreas de trabalho, hoje, as mulheres vêm ocupando destaque na logística, ocupando cargos que antes estavam limitados ao trabalho masculino.
E, diferentemente do que constatamos na matéria anterior sobre este assunto – “mulheres na logística” é uma matéria tradicional do jornal LogWeb – está havendo uma diminuição do preconceito.
“O preconceito contra as mulheres nesta área tem melhorado, mas, como ainda hoje a maioria dos profissionais desse segmento é homem, com freqüência precisamos nos confrontar para falarmos de resultados e a reação dos homens quase sempre é, em princípio, subestimar os resultados apresentados por nós”, diz Nélia Fernandes Machado, coordenadora de logística da Servilog Armazéns Gerais e Logística, do Rio de Janeiro.
Adriana Bueno Collares, analista de logística pleno da Monsanto do Brasil, unidade de São José dos Campos, SP, também lembra que no começo de sua atuação na área enfrentou um certo preconceito. “Por ser nova na área e mulher, você acaba passando por provações profissionais maiores. Hoje, acredito que este cenário mudou bastante, tanto é que minha liderança direta também é uma mulher. A mulher vem conquistando cada vez mais seu espaço no mercado de trabalho, independente da área de atuação. Muitos paradigmas com relação à diferenciação entre homens e mulheres foram quebrados, pois temos resultados comprovados que uma equipe constituída de homens e mulheres com seus respectivos potenciais e peculiaridades é um fator de diferencial competitivo para as empresas”, elucida Adriana.
Outra profissional que também aponta mudanças nesta área é Luciana Paula da Silva Costa, encarregada gate da Rodrimar Transportes, Equipamentos Industriais e Armazéns Gerais, localizado em Santos, SP. Segundo ela, “no terminal, a maior parte das pessoas que por aqui passam são homens. Tanto os funcionários como as pessoas que vêm retirar cargas (motoristas de caminhão), os despachantes, etc. No início, os motoristas simplesmente não ouviam o que eu falava e tinha que chamar um homem do setor para resolver, até que fui me impondo perante eles e deu certo. Esse tipo de situação acontecia com freqüência e aos poucos eles foram acostumando com a nossa presença e aprendendo a lidar. Mudam o comportamento e o vocabulário quando estamos por perto e até nos defendem quando aparece algum ‘engraçadinho’. A verdade é que nos últimos tempos temos uma aceitação muito melhor com menos resistência por parte daqueles que se dizem melhores do que nós por serem homens, e não pela sua capacidade profissional, que é o que se deve levar em conta quando se trata de trabalho”, alfineta Luciana.
Rosa da Silva Vale é operadora de empilhadeira líder na Movicarga, em São Paulo. Ela diz que, embora a situação tenha melhorado bastante, já enfrentou preconceito, inclusive na Fórmula 1. “O pessoal da Ferrari questionou muito o fato de as mulheres estarem na operação, e não admitia nosso trabalho. A Maria Regina Yazbek - diretora-superintendente da empresa - insistiu muito para que fizessem um teste e eles ficaram observando nosso trabalho e acabamos provando que também somos muito eficientes. Um outro cliente também não queria mulheres. A Movicarga pediu para que fizessem um teste de três dias. Na metade do primeiro dia a diretoria resolveu trocar todos os homens por mulheres, porque nos achou mais cuidadosas... quebramos essa barreira e chegamos a ter uma equipe de 20 mulheres nesse mesmo cliente”, diz Rosa.
Ele também destaca que, atualmente, é líder de equipe, e que no começo sentia certa resistência, principalmente porque homem não gosta muito de ser comandado por mulher – ainda mais na operação. “Mas tem dado certo”, desabafa.
Já as outras mulheres da logística ouvidas nesta matéria especial de LogWeb não apontam o preconceito. Karla Souza da Motta, mestre em engenharia e dirigente da Sociedade Brasileira de Logística, que atua em Natal, RN, diz que não enfrentou problemas com clientes ou pessoas das empresas onde trabalhou por estar atuando em uma área predominantemente masculina. Ela acredita que isto se deva à consciência de que, embora detenha conhecimentos técnicos e teóricos, os que conhecem a realidade de cada organização são aqueles que nela trabalham. “Esses são os clientes finais do nosso trabalho de estruturação organizacional. Assim, deixo sempre claro que o que busco é unir teoria e prática, para alcançarmos juntos os resultados desejados.”
Simone Alves da Silva é conferente na Braspress, empresa de encomendas expressas instalada em São Paulo, SP.
Ela também informa que não enfrenta preconceito no setor de transportes por parte dos colegas na empresa. “As pessoas que vêm trazer as mercadorias geralmente são homens, e alguns estranham o fato de várias mulheres atuarem como conferentes aqui na Braspress”.
Na opinião da conferente, hoje há um grande número de mulheres atuando no setor de transportes e logística graças à iniciativa pioneira da Braspress e de outras empresas, que oferecem vagas para profissionais sem distinção de sexo.
Solange Beraldes também trabalha na Braspress. Após treinamento de 6 meses, ela acaba de ser promovida de motorista urbana para motorista carreteira, ou seja, tem habilitação e está apta a dirigir carreta. Por enquanto está realizando coletas em São Paulo. Ela também diz que não enfrentou problemas de preconceito, pois acha que a mentalidade da sociedade está mudando. “As pessoas estão percebendo a importância do trabalho feminino.”
Por sua vez, Aparecida Pereira é supervisora do PCE - Planejamento e Controle de Estoque do Grupo Netuno no Recife, PE. Ela é outra profissional que não sofreu preconceito, “pois as pessoas que trabalharam comigo quando iniciei aceitaram bem a minha atuação com o pouco conhecimento que tinha sobre logística. Entretanto, é sabido que ainda existe muita resistência quanto à entrada de mulheres na área de logística. Nas últimas décadas tem havido uma atuação maior não só na área de logística, mas em outras áreas por parte da força de trabalho feminina. Com o processo da globalização, para as empresas se manterem no mercado cada vez mais competitivo precisam ser mais produtivas e, com isso, não passam mais a distinguir a força de trabalho como sendo do homem ou da mulher, mas de quem for mais competente, mais habilidoso e mais produtivo”, informa Aparecida.

Maior incidência de mulheres
Sobre a maior incidência de mulheres atuando nesta área, as entrevistadas de LogWeb têm opiniões distintas. Por exemplo, Nélia, da Servilog, acredita que as mulheres estão mais presentes em todas as profissões. Passaram a gostar de ganhar dinheiro e consumir sem depender do homem, o que justificaria a atuação das mesmas também nesta área. Já Adriana, da Monsanto, acredita “que o dinamismo de logística combina muito com o espírito determinado e otimista das mulheres de minha geração, é uma química perfeita”.
“Acredito que a maior incidência vem ocorrendo porque as mulheres vêm mostrando seu potencial para exercer funções antes só dos homens, se tornaram mais independentes. Resumindo, se sentem seguras para enfrentar situações antes descriminadas para elas e estão assumindo sua posição em uma sociedade moderna, onde todos têm seu espaço, desde que mostre capacidade para tal”, decreta, por sua vez, Luciana, da Rodrimar.
Pelo seu lado, Karla, da Sociedade Brasileira de Logística, crê que as empresas buscam atualmente um diferencial pelos serviços prestados aos seus clientes, uma vez que os aspectos tecnológicos são facilmente reproduzíveis pela concorrência. “E a natureza multidisciplinar da mulher a favorece neste sentido”, alega. Por esta linha de pensamento vai Solange, da Braspress. De acordo com ela há um grande número de mulheres atuando neste setor porque as empresas deram oportunidade. “As dificuldades econômicas são muitas. As mulheres geralmente precisam ajudar no orçamento, e quando têm uma oportunidade no mercado de trabalho sabem aproveitar”, diz ela.
Para a supervisora da Netuno, o trabalho da mulher sempre foi entendido como uma extensão do lar e o gênero feminino, apto para cuidar da casa e dos filhos e para exercer algumas profissões específicas. O de educadora, por exemplo. “Assim, as últimas décadas foram tempos de romper barreiras, em busca de maior inserção no mercado e da conquista da cidadania plena, e isto ocorre na sociedade em geral, assim como na universidade. Hoje, uma grande parte das universidades é ocupada por mulheres que estão em busca de uma melhoria contínua para se manter no mesmo nível de competição em um mercado exigente. Também devido à abertura do mercado de trabalho para a produtividade por causa do processo da globalização, fazendo com que não se distinga mais entre mulheres e homens, o que importa hoje é competência e habilidade que cada um tem no ramo que atua. Mas, com tudo isso, acho que ainda existe poucas mulheres atuando na área de logística e que as mesmas deveriam se destacar mais, mostrando como podem ser eficientes em matéria de trabalho”, diz Aparecida.
Por sua vez, Rosa, da Movicarga, credita a maior incidência de mulheres atuando na área seja, talvez, porque a mulher é considerada mais hábil, cuidadosa e dedicada. “A mulher realmente conseguiu se tornar boa profissional e até superar os homens nessa área - não discriminando os homens, é claro”, avalia.

Salários iguais?
Bem, se não há preconceitos e existe igualdade de condições de trabalho, como ficam os salários? Eles são iguais para os homens e as mulheres da logística?
“O salário continua inferior. Como a maioria dos profissionais ainda é masculina, percebo que eles se protegem de forma a beneficiar mais uns aos outros”, aponta a coordenadora da Servilog.
Já Adriana, da Monsanto, diz nunca ter passado pela experiência de ganhar menos que um homem que estivesse em um mesmo nível hierárquico que o seu. Segundo ela, infelizmente, algumas empresas com modelo de gestão antiquado pregam ainda essa diferenciação salarial. “Em muitas empresas ainda existe esse tipo de discriminação, mais nesta eu sou encarregada e recebo como tal. Pelo contrário, conheço mulheres que ganham mais do que muitos homens nessa área. Acredito que essa situação vá se extinguir em breve e não teremos mais esse tipo de problema”, completa Luciana, da Rodrimar, no que concorda Rosa, da Movicarga.
Pela sua vez, Karla, da Sociedade Brasileira de Logística, alega que, em termos de remuneração pelos serviços de consultoria, capacitação profissional e acadêmica, há um equilíbrio. “Nas empresas em que atuo, percebo igualmente a atribuição de um valor para remuneração da função desenvolvida, e não pelo gênero masculino ou feminino”, informa.
Concluindo este pensamento, Aparecida, da Netuno, acredita que os salários das mulheres não só na área de logística, mas em outras, continuam sendo inferiores aos dos homens. “Se por um lado, o crescimento contínuo da participação das mulheres no mercado de trabalho consolida sua presença economicamente ativa na sociedade, por outro, exacerbam-se as desigualdades de gênero refletidas, principalmente, no patamar de desemprego, onde a participação da mulher é bem maior do que as dos homens. Em relação ao salário, a mão-de-obra feminina ainda é vista de uma forma economicamente relativa a suas habilidades na área que atuam, mas o salário ainda continua inferior aos dos homens”, diz a supervisora da Netuno.

O que dizem os que supervisionam o trabalho das mulheres

Mas, o que dizem os responsáveis pela supervisão do trabalho feminino? Alguns profissionais alegam que existem grandes diferenças nas atuações das mulheres e homens, quando se trata de logística. Por exemplo, que as mulheres são melhores operadores de empilhadeiras que os homens - elas não “judiam” das máquinas.
“Isso é curioso. As mulheres são realmente muito cuidadosas e caprichosas na operação das empilhadeiras. Não só não ‘judiam’ das máquinas, como também tratam bem a carga e são atenciosas no trato com os clientes. Quando nós começamos a trabalhar com a Fórmula 1, em 1992, por exemplo, eles não queriam deixar as mulheres operar. Achavam que não daríamos conta do trabalho e que poderíamos danificar os equipamentos. Hoje eles só querem mulheres dirigindo as empilhadeiras - descobriram que elas são cuidadosas. Tanto que hoje somos responsáveis por toda a operação, desde o Aeroporto de Viracopos, em Campinas, até o autódromo de Interlagos, em São Paulo. No ano passado atendemos nove das dez escuderias que disputam o campeonato”, diz Maria Regina Yazbek, diretora-superintendente da Movicarga, ela mesma um exemplo de sucesso da mulher num universo dominado por homens.
Luiz Carlos Lopes, diretor operacional da Braspress, comenta que as mulheres demonstram maiores cuidados com os veículos, ajudando a identificar falhas mecânicas ou de manutenção, antecipando-se a possíveis problemas. “São mais cordiais com os clientes e envolvem-se menos em acidentes, contribuindo para baixos índices de colisões de veículos e/ou acidentes de trânsito”, alega ele, com a concordância de Silvio Lapenna Ercoli, gerente geral da Servilog. Quanto a outras atividades onde as mulheres superam os homens dentro das atividades logísticas, Lopes, da Braspress, diz que “não é questão de superar os homens dentro das atividades logísticas. Deixamos claro que na Braspress competência não tem sexo, e que tanto os profissionais homens como as profissionais do sexo feminino precisam desempenhar as funções com eficiência e eficácia”, diz ele.
Maria Regina, da Movicarga, também é otimista. Ela acha que o velho preconceito está acabando e a mulher tem muita chance de crescimento. “No segmento de logística, que exige ponderação, determinação e paciência, a mulher ainda tem muito espaço para conquistar. O mercado está aberto para todos, sem distinção de sexo, e considero que a mulher já esteja inserida neste mercado. Porém, ainda há dificuldades, como a de conciliar todas as jornadas: cuidar dos filhos, da casa e trabalhar”, explica.
“As mulheres se destacam na administração dos estoques, no comprometimento com níveis de serviço e na informação, completa Ercoli, da Servilog. Pelo seu lado, Diego Fávero, coordenador de logística do Grupo Netuno, pensa que não existe uma atividade dentro da logística que não possa ser mutuamente desenvolvida por homens e mulheres, porém é fato que elas apresentam uma alta capacidade de superar a eficiência do trabalho masculino em função da força de vontade, organização e dedicação disposta no dia a dia. “O resultado é sempre um trabalho de altíssima qualidade”, completa ele.

 

Por Portal LogWeb

 

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